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sábado, 24 de abril de 2010

Trecho do livro: Transformando-se em Che

 
A noite estava enigmática, havia uma atmosfera prenunciando que algo iria acontecer Como em todas as apresentações finais de temporada ,o teatro estava lotado.Eu conseguia identificar Rosane sentada na platéia,ao seu lado havia um espectador que era no mínimo um tipo curioso. Vestido de roupas pretas e um chapéu de palha o sujeito passava o espetáculo inteiro fazendo anotações em um pequeno bloco, a ponto de quase tirar minha concentração em uma determinada cena.Não sei se estava acompanhando Rosane, embora por um minuto meus instintos de macho tenham se ofendido, e eu ficasse com ciúmes.No fundo eu amava a liberdade e pra mim as coisas estavam boas assim. Cada um na sua,com sua vida,com seus amores. Não poderia exigir dela aquilo que eu jamais iría lhe dar: FIDELIDADE.Após ter passado a famosa cena em que Hamlet pronuncia a célebre frase "SER OU NÃO SER,EIS A QUESTÃO".O espetáculo agora chegava ao final. O público extasiado ovacionava e aplaudia em pé,o final do espetáculo desta que foi considerada a melhor montagem shaksperiana de todos os tempos no Brasil.Apesar de todo este reconhecimento e de ter levado o troféu de melhor ator em todos os festivais de teatro interpretando Hamlet.Eu já não aguentava mais este papel, precisava de algo novo, queria novos horizontes.Fui pro camarim afim de tomar um longo banho, trocar de roupa e esperar Rosane como de praxe.Quando ela chega-se eu aproveitaria para lhe expor toda a minha performan-se de garanhão, ali mesmo no camarim, sobre uma cómoda diante dos espelhos.Quando já estava abotoando minha blusa, viajando em meus pensamentos achando estranho Rosane não ter aparecido.Entra ela acompanhada do tal sujeitinho das anotações, que me é apresentado como diretor Camilo. Após as formalidades as quais eu dispensaria, louco para envolve-la em meus braços.O tal diretor me fez uma proposta:
- Vou ser franco e direto, tenho um grande papel para você, você não ganhará muito dinheiro, mas entrará pra história do teatro brasileiro.
- Neste caso também serei franco e direto com você, sem um bom cache não trabalho.
- Mas ouça a proposta, tenho lhê observado, você é um grande ator mas está perdendo sua criatividade.Está se corrompendo, logo não estará mais fazendo arte.
- O quê? Quem é você? Eu nem te conheço. Você acha que ficar fazendo anotaçôezinhas num blóquinho, significa que você sabe de alguma coisa. Qual é a deste cara Rosane? Você nâo explicou a ele como eu trabalho?
- Ouça a proposta dele Sandro, ele tem razão, pois é um grande papel e histórico É a história de Che Guevara, um grande revolucionário.
- Não me fale em revolução, nem neste tal de Che aí, você sabe que eu não aturo estas idéias socialistas, nunca fui ator ideológico. Passei fome quando criança, o meu negócio é dinheiro.- Mas Sandro ...
- Por Favor Rosane leve seu amigo daqui, estou com pressa. Logo tenho um compromisso, me dêem licença.
- Tudo bem, não quero lhe atrapalhar, mas por favor fique com meu cartão, caso mude de idéia. E procure informar-se sobre o meu trabalho,lembre-se meu nome é Camilo.<

quinta-feira, 15 de abril de 2010

FÓRUM DA LIBERDADE


FÓRUM ESTE QUE USOU A IMAGEM DO CHE AO LADO DA IMAGEM DO TIO SAM.ESQUECENDO-SE DA MAXIMA ONDE CHE DIZIA "CHAMAMOS DE AMIGOS OS NOSSOS AMIGOS E DE INIMIGOS OS NOSSOS INIMIGOS E NÃO ADMITIMOS MEIO-TERMOS."
AGORA AQUELES QUE SEMPRE SE REFERIRAM A CHE COMO UM TERRORISTA,EXALTAM SUA IMAGEM TENTANDO ANGARIAR A JUVENTUDE PARA SUAS FRENTES.ESTE FÓRUM USOU EXPRESSÕES DURAS COMO "OS DIREITOS HUMANITARIOS NÃO DEVEM ESTAR ACIMA DO DIREITO A PROPRIEDADE".OU AINDA "NÃO EXISTE SISTEMA MAIS JUSTO DO QUE O CAPITALISMO."
E NÃO É DE AGORA QUE A BURGUESIA VEM TENTANDO DISTORCER OS FATOS SE POSICIONANDO COMO DEFENSORES DO POVO MESMO VOTANDO EM PROJETOS QUE ANIQUILAM COM A CLASSE TRABALHADORA.
NOS DEBATES DO PROGRAMA CONVERSAS CRUZADAS ELES VEM DE FORMA CINICA E METICULOSA TENTANDO SE COLOCAR COMO DEFENSORES DA CLASSE TRABALHADORA E INVERTER OS PAPEIS NOS DEBATES.

livro:social fight

Trecho 1

O chamei pelo velho assovio, ao que ele atendeu correndo. Suas patas moviam-se velozmente, apesar de todo o peso envolto em seus músculos bem torneados. Em sua boca havia um pedaço de pano todo ensangüentado. Provavelmente fora arrancado das velhas calças jeans que usava o idiota que o atacou. Minhas canelas estavam intactas devido aos árduos anos de treinamento. retirei o pano ensangüentado da boca do cão, sentei no chão e fiz uma misura, então peguei a garrafinha metálica de rum que sempre carrego no bolso interno do meu casaco de couro. Tomei alguns goles e comecei a viajar em tudo o que havia acontecido. Como este mundo é louco! Pensei comigo mesmo. Pois a poucos minutos eu me encontrava em uma situação completamente diferente, e se assim posso dizer, muito melhor.