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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MMA,os gladiadores e a construção do ser


MMA
As Artes Marciais constituem uma verdadeira escola da moralidade, uma máquina capaz de fabricar o espírito da disciplina e do sacrifício que converge para o controle e a domesticação da força física e da violência desmedida contra o outro. Esse domínio de si (do seu corpo) é o que determina e justifica, sob um código de conduta rígido e diferenciado, o habitus pugilístico. Nessas circunstâncias, é considerado imoral todo aquele comportamento que contraria o ethos do grupo a que pertence o praticante.

Muita gente, tem uma visão distorcida sobre esportes marciais. A intenção não é ensinar alguém a bater, ou mesmo a se defender. O primordial em qualquer arte marcial bem instruida, é exercitar o equilíbrio, o auto controle, eliminar o estresse, praticar e estimular atividades em grupo, o coleguismo, o respeito ao próximo, ente outros valores sociais muito dignos
(texto encontrado na internet)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Núcelo PSOL de artes marciais-informativo



Neste domingo dia 13.02.2011, foi realizado a 3ª edição do fórum que como sempre foi muito rico nos debates.Nesta edição inovamos abrindo o evento com exame de grau dos alunos de muay thai do mestre Fabian Tubino.Seguido pelas saudações da Vereadora Fernanda Melchionna e a apresentação de um curso de especialização em lutas que tem na Australia apresentado pelo prof:Ranieri Viscard.O prof:Giuliano Andreoli que da aulas de kung fu,é graduado em ed.fisica e mestrado em pedagogia,falou de elementos pedagogicas das artes marciais.O camarada Biju que é militante do PSOL fez o contexto historico da educação fisica e da construção do cidadão.O graduando em ed.fisica e também militante do PSOL Celedo Neto mencionou a inconstitucionalidade do Creff seguido do mestre Enildo Pacheco que é o percursor do muay thai no RS e delegado na convenção nacional dos esportes.O sindicalista João Ezequiel se pronunciou sobre as visões antagonicas e a importancia do debate para unificar a categoria.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

bom filme sobre Nelson mandela abordando esporte e politica


Do fundo desta noite que me cobre em breu de polo a polo. Agradeço aos deuses se acaso algum existe,

por minha alma invencivel. Nas garras das circunstancias, não recuei, não gritei. Sob os golpes que o

acaso atira nunca me lamentei. Minha cabeça sangra mas não se curva!

Além do oceano de ira e lagrimas, a preocupação com o horror e as trevas. E mesmo com a ameaça dos

anos, que ainda me encontrara e deverá encontrar-me sem medo. Não Importa o quão estreito é o

portão eu não declino. Eu sou dono do meu destino; eu sou o comandante da minha alma!
(poesia citada no filme)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ser ou não ser… Artista Marcial ou Desportista Marcial


Ser ou não ser… Artista Marcial ou Desportista Marcial
(por Marcus Beckenkamp)
Praticando diferentes artes marciais, descobri que existe uma grande diferença entre ser um artista marcial e um desportista marcial. Conversando com professores e mestres de diferentes artes pude notar que muitos tem certo receio em relação aos campeonatos. E por que esse receio?
Quando você aprende uma arte marcial do jeito que ela foi criada, digamos, com o objetivo inicial dela, você percebe que não existem regras em um combate real. Existe uma, na verdade, a sobrevivência. Isso não quer dizer que devemos aprender a “tacar a mão” nos outros e sim que existe um porque para que a arte seja treinada desta forma, existe toda uma filosofia por trás dos movimentos e do combate em si.
Quando você pratica um esporte e treina para um campeonato, seu único objetivo é vencer. Aí existe muita semelhança com o guerreiro das artes tradicionais, porém, no caso da arte marcial, você mutila o conhecimento para que se encaixe dentro dos padrões e regras de uma competição. Partes importantes do conhecimento precisam ser deixadas de lado para que a competição seja sadia e ninguém saia aleijado. Mas, talvez, exatamente nessas partes a arte marcial buscava ensinar alguma coisa para quem a estuda e pratica.
Pessoalmente, respeito muito atletas de qualquer esporte e acho que são pessoas que levam o corpo até o limite. Por isso, de forma alguma estou rebaixando aqueles que treinam artes marciais para campeonatos. O que quero dizer é que boa parte delas, as artes orientais, se desenvolveram para um crescimento pessoal e espiritual e no final acabam se tornando uma batalha de egos. Quem é melhor que quem?
Eu treino artes marciais para entender principalmente a palavra arte. Busco entender meu corpo, minha mente e meu espírito de guerreiro através do conhecimento que cada uma delas pode me passar. E por isso, pessoalmente, não gosto muito de treinar estilos voltados para campeonatos, apesar de saber que muita coisa (muita mesmo) dentro deles é útil para minha formação marcial.
É uma questão de escolha: ser um artista marcial ou um desportista marcial? Possivelmente exista alguma maneira de ser os dois, mas eu, na minha humilde ideia, não consigo ver como. Todos os mestres e professores de diversas artes marciais que eu conheci dizem que existe um treino específico para quem vai competir, afinal se dedicar para competições exige foco total nas regras e padrões delas. Onde golpear para pontuar mais, como derrubar para finalizar um combate, e etc, dependendo do estilo de cada uma.
Se o treino não é o mesmo, o resultado dele provavelmente não o será. Focar-se em ser melhor do que os adversários, em atingir o primeiro lugar. Em uma classe “normal”, esses não seriam pontos chave e sim melhorar a si mesmo a cada dia.
Tudo isso também depende de cada estilo de arte marcial, e eu não conheço todos. Além disso, ainda existem aqueles com campeonatos voltados somente para formas, rolamentos, técnicas de defesa pessoal, etc, muitos desses envolvem diretamente a arte, pois visam a perfeição dos movimentos do participante.
De qualquer forma, com este post quis expressar um pouco do que tenho visto e das ideias que me surgem na cabeça. São coisas que influenciam diretamente meu treino e minhas escolhas. E, bem, a minha escolha é a arte.

MUAY THAI E IGUALDADE SOCIAL


MUAY THAI E IGUALDADE SOCIAL
(TEXTO ENCONTRADO NA INTERNET)
Certa vez uma conhecida minha me indagou se eu estava ciente do perigo que esse tipo de ensinamento (subjetivamente à quem eu ensinava) correspondia. Eu respondi, irônicamente, que não, que não estava ciente, e pedi para que ela me explicasse.

"Você ensina crianças de comunidades a lutar muay thai, deve saber contra quem isso será usado, não?"

Não, eu não sei! Sinceramente, será que ela imaginou uma criança de 8 anos parando alguém na rua e falando "me passa a carteira ou eu te dou um Dtae (chute)"?

Realmente muita gente, como essa conhecida minha, tem uma visão distorcida sobre esportes marciais. A intenção não é ensinar alguém a bater, ou mesmo a se defender. O primordial em qualquer arte marcial bem instruida, é exercitar o equilíbrio, o auto controle, eliminar o estresse, praticar e estimular atividades em grupo, o coleguismo, o respeito ao próximo, ente outros valores sociais muito dignos.

Enquanto nós, bem quistos pela sorte social e econômica, continuarmos excluindo os moradores de comunidades carentes, esses continuarão a ser excluídos. Não devemos limitar a instrução de valores sociais àqueles que achamos, equivocadamente, serem os donos da ética e da moral.

Eu tenho muitos amigos, centenas de conhecidos, e posso dizer sem demagogia que meus amigos moradores de comunidades carentes são os que considero mais dignos e mais honrados. Alguns têm uma maneira diferente que nós "aqui de baixo" até podemos julgar agressiva, de exaltar sua moral e sua ética, mas eu conheço muito mauricinho filhinho de papai que faz jiu jitsu e muay thai para ir pra boate espancar todo mundo. Por outro lado, o que eu observo é que o morador de comunidade vai ao treino mais para conhecer outras pessoas, para aprender, se dedicar aos verdadeiros objetivos da arte ou mesmo para se sentir participativo e igual à qualquer outra pessoa.

Igualdade social é algo que deve ser praticado, não apenas imposto